domingo, 12 de dezembro de 2010

lovelockdown

De uns tempos pra cá,muita coisa mudou.Aquilo que ardia,esfriou.As borboletas no estômago e a fome de você passaram, não me pergunte o por que. Talvez no fundo,eu ainda te ame, mas a vibração já é outra. Vou trancar o meu amor, cansei de me machucar. De tanta doação, sem receber nada, acabei ficando sem fundos, sem mundos, vazio. Dizem que o tempo, ajuda a melhorar, talvez um ano fora, ou só uma mudança de foco. Talvez seja disso que eu precise, trancar meu amor. E deixá-lo assim. Trancar o meu amor. Os 'eu te amo' já não têm tanta verdade. E a antiga fome de você, já estpa cheia e sem vontade. Quem sabe um dia, num café desses de rua, ou num encontro desses que o destino gosta de fazer, nós nos encontremos... E fica a pergunta, será que o amor, depois de tanto tempo passado, trancado dentro de nós pode ter se curado? Não tenho certeza disso,mas eu vou esparar pra ver,

Até lá,

Meu amor fica trancado.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Fuck it, I need u

Ele estava lá, parado.
Ela estava estática, não movia um músculo.
Quando os olhos se encontraram ela falou:

Cansei! Cansei, não aguento mais!
Não aguento mais essa prisão!
Esse tormento, esse falta de paz!
Não suporto essa ilusão.
Por favor, seja sincero,
Diga a verdade,
Diga que não há mais nada,
Ou ainda que há um tudo,
Que esse abismo entre nós é apenas ilusão,
Diga, não aguento mais,
Essa angústia me consome,
Diga, diga que me ama,
Fale, vamos, por favor, estou suplicando.
Eu preciso viver a cada segundo te amando.
Vamos,por favor, não fique assim, calado,
Expresse-se,diga, vamos...diga.


O olhar dos dois estava fixo, um no outro.

Ele se aproximou dela rapidamente e sussurrou ao ouvido dela:

Que se fodam as consequências, Eu amo você.

conto de natal

Era uma noite escura e gelada, a neve caía forte, e o vento soprava com tanta força que os enfeites da porta da loja já haviam caído umas três vezes. O dono, nas duas primeiras os ajeitou, mas quando caiu pela última vez, resolveu deixá-los lá.
Por trás da vitrine estavam expostos alguns brinquedos, um ursinho marrom com calças azul com bolinhas brancas que tinha um remendo no lugar do olho direito, uma boneca de vestido vermelho com branco que havia sido costurada com o sorriso de cabeça pra baixo, uma bailarina gordinha e um pierrô que, por mais que girasse a manivela, não saía de sua caixa.
Acima desses brinquedos havia um velho cartaz que dizia: A Ilha dos Brinquedos Desajustados.
O relógio no alto tocou indicando que já eram nove horas da noite.
O silêncio pairava sobre a loja, nada se mexia, até que...
- Uaaaaah. – Bocejou o ursinho.
- Até que enfim, já estava cansada de ter que ficar tão parada! – Exclamou a boneca.
- Quando se é um brinquedo tem que se acostumar a ficar parado por muito tempo. – Disse a bailarina.
- Mesmo assim, já estava cansada.
- Pessoal... – Disse o Pierro saindo de dentro de sua caixinha bem devagar. – Vocês sabem que dia é hoje?
- É véspera de Natal... – Disse o ursinho.
- Mais um ano se passou, e nós continuamos aqui, sem poder dar alegria que os brinquedos podem dar as crianças... – falou a bailarina murchando.
- Não seja pessimista! – Exclamou o ursinho.
- Por que não posso ser? Desde que o filho do Dono da loja morreu, todos os brinquedos dessa loja perderam sua magia, é uma questão de tempo até que percamos a nossa! – Choramingou a boneca.
- Ainda há esperança... – tentou falar o ursinho.
- Que criança no mundo vai de querer uma bailarina gorda? – Disse a bailarina. – Ou um Pierro que tem medo de crianças e nunca sai da caixa, ou uma boneca que não sorri? Ursinho, compreenda que você é o único que ainda pode ter um concerto, basta achar um botão e costurar e pronto, terá seu olho de volta! Mas nós? Nós somos casos perdidos. – Disse a bailarina fazendo uma pirueta e ficando de costas para os amigos.
- Ela tem razão! – Exclamou o Pierro. – Afinal, que criança vai nos querer...
Um momento de silêncio pairou entre os brinquedos, o único som era vindo dos soluços da boneca que chorava no seu canto.
Então, o ursinho se manifestou:
Embora eu seja aquele com o olho a menos, os cegos aqui são vocês, se vocês pudessem ver o que eu vejo... Não há bailarina no mundo que dê mais piruetas que você! Quem liga se você é feita com um pouco mais de material, o que importa é o seu talento! E você Pierro? Quantas vezes não morremos de rir de suas piadas, se você apenas parasse com esse seu medo, se você enfrentasse, talvez visse o quanto você pode passar felicidade... E você, boneca? Todas as bonecas do mundo vêm com um sorriso estampado na cara, você não! Você consegue mostrar pras pessoas que elas podem ter outros momentos, que existem outras emoções, você demonstra que há diferença!
Após a manifestação do ursinho os quatro brinquedos, entre lágrimas e sorrisos se abraçaram.
Uma batida muito forte veio da porta, os quatro brinquedos mantiveram o abraço, como se quisessem se proteger. Uma batida veio novamente, depois outra e mais outra. Cada uma mais forte que a anterior até que, de repente, parou.
Então, o dono da loja veio correndo de seu quartinho até a entrada, olhou pelo olho mágico da porta, então a abriu.
Um menininho havia desmaiado e uma menininha estava ao seu lado choramingando.
O dono os trouxe para dentro, trancou novamente a porta, ascendeu às luzes e preparou um chá.
Os pobres garotos estavam roxos de tanto frio.
O Dono da loja cuidou do pobre menino, vestiu-o com roupas quentes e acalmou a menina.
Quando passava da uma da manhã, o menino recuperou a consciência.
- O-onde eu estou? – gaguejou o menino.
- Está a salvo. – Disse o Dono. – De onde vocês são garotos? Onde estão seus pais?
- Nós não temos pais, fomos criados em um orfanato! Por favor, senhor, não nos leve pra lá de novo, lá é um lugar muito ruim! Por favor! – Mesmo com a voz fraquinha, o menino pedia aquilo com força, como se sua vida dependesse do Dono.
O Dono da loja olhou bem no fundo dos olhos do menino, uma pequena lágrima escorreu dos grandes olhos azuis do dono. Então, ele resolveu adotar o menino.
- Bem, vocês podem ficar, meus filhos. – Disse o Dono. – Bem, já que agora sou seu pai e já que também é véspera de natal, acho que eu devo dar seus presentes, não é?
- Presentes? – Os dois exclamaram!
O Dono da loja pegou os quatro brinquedos da Ilha e deu para os filhos.
- Eles são meio desajustados...
- Eles são perfeitos. – Disseram as crianças. – E com um sorriso todos se abraçaram, e mesmo naquela noite fria de natal, sentiram o calor de uma família.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

vontadededizer

Dois pontos,
entre o passo e o espaço,
unidos um ao outro feito laço,
Perdidos, doidos, Tontos,

Completando-se em todo aspecto,
De forma alucinada e insana,
Perdidos numa paixão que os consome,
Envolvidas d'alma ao espectro,

Colados,atados,presos sem intenção de se soltar,
Para sempre estariam juntos,
Ou por enquanto para sempre durar,

Não importando o que pensavam,
O que diziam,
O que importava,
Era o que um pelo outro sentiam,

E assim morreram,
Juntos, sem se separar,
Na mesma hora e mesmo instante,
Na sua eterna aventura errante.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Necessidade.

Perguntaram-me do que eu precisava...

Eu preciso de um ombro amigo, alguém que chore e ria ao meu lado, que converse bastante, mas fique bem calado, eu preciso de um tempo, de espaço ou de um intervalo, eu preciso de algo que me tire esse entalo, eu preciso desabafar, gritar e dizer o que eu guardei,preciso também me conter, e ficar com o que só eu sei,preciso de um segredo, um vício ou uma motivação, também preciso de um porre,férias, uma noite de sono ou de verão, necessito, ainda, de um pouco de vontade, algo que mate minha estranha fome, preciso também de um pouco de sonho, pois nem só de pensamentos vive o homem, preciso de carinho e ódio, preciso deixar-me entorpecer, alucinar, preciso sair do meu corpo e viajar, abandonar as minhas quatro paredes, os meus quatro cantos de mundo, preciso deixar-me sentir,também, um pouco de dor,

Eu preciso de amor.

domingo, 24 de outubro de 2010

mais um conto.

Era por volta das onze da manhã quando levantei de minha cama me arrastando, eu, usualmente, nunca durmo tanto assim, mas a noite passada pediu que eu abrisse uma exceção...
Após fazer minha toalete matinal, dirigi-me até a cozinha, minha mãe estava lá, como o habitual de domingo, lendo sua revista...

- Boa dia,meu filho. Não coma, iremos sair já já, hoje quero que você e sua irmã conheçam umas pessoas...

Bem, minha reação foi praticamente nula, só fiz pegar meu leite,não funciono sem ele, e segui para o meu quarto.

Quando passava pouco mais de meio dia, estavamos todos no carro de minha mãe indo ao restaurante...

- Meus filhos, por favor sejam divertidos e simpáticos, sejam vocês mesmos. - Disse minha mãe.
- Mãe, é pra nós sermos nós mesmos ou divertidos e simpáticos? - Respondi com um leve tom de ironia.

Chegamos ao restaurante, era um dos meus favoritos, o que significava lá vem chuva...

Entramos no restaurante, minha mãe se dirigiu a uma mesa grande onde havia um homem alto em pé.

- Crianças, esse é o namorado da mamãe. - Disse ela dando um beijo no homem.
- Muito prazer. - Eu e minha irmã falamos em conjunto.
- Onde estão...? - Perguntou minha mãe ao namorado.
- Ele está estacionando o carro, sabe como é acabou de tirar a carteira...

Quando ele tinha acabado de dizer isso, a porta do restaurante abre, um jovem casal entra, percebi que eram irmãos pelo modo que andavam distantes. Eles se dirigiram a nossa mesa. Quando finalmente pude notar o rosto dos dois quase tive um ataque do coração, e pela reação da minha irmã, ela também.

- Bem. - Disse o namorado. - Esses são meus filhos.

Houve um momento de silêncio. Ainda estava em estado de choque, era como se eu e minha irmã estivéssemos olhando através de um espelho e vendo nossos reflexos com roupas diferentes, eles eram iguais, mas quando eu digo iguais é isso mesmo que quero dizer, cópias perfeitas, a única coisa que nos diferenciava eram as roupas, até os cortes de cabelo e as entradas de calvice que eu tinha eram iguais as do rapaz a minha frente.

- M-m-muito p-pr-prazer. - Dissemos eu e meu reflexo ao mesmo tempo e com as mesmas gagueiras.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sobre a inspiração.

Como alguém uma vez me disse..." A vida é feita de momentos", cabendo somente a nós dizer se esses foram bons ou ruins.

Vai te dizer que não teve um dia que o simples fato do Sol brilhar não te fez mais feliz, ou quando você acordou e sentiu uma inspiração repentina.
Bem, sobre esses momentos de inspiração eu comecei a pensar...
Quando nós temos uma paixão, seja essa por um esporte, por uma rotina, por uma dança... até mesmo por uma pessoa, a vida parece mais leve, mais criativa, quando nosso organismo recebe aquele tsunami de hormonios de nomes difíceis que nos deixam apaixonados, acredito que várias áreas dos nossos cérebros começam a trabalhar de uma forma diferente. Começamos a ver com outros olhos, sentir com outra vibração, até quando escrevemos algo, o que está escrito fica diferente.
A inspiração pode vir por meio de uma ação repentia que pode variar de uma lua cheia sobre um mar até uma colher de açúcar.

Existem momentos em que a inspiração falha... digo isso porque eu estou em um momento assim, eu fico querendo me inspirar, mas não vem nada... como um bloqueio.
Pensando nesse meu bloqueio descobri que até mesmo disso pode-se tirar uma inspiração.

Foi nesse momento que eu entendi uma música que escutei uma vez que dizia 'Que com um pouco de açúcar até remédio é um prazer'. Se você consegue ver aquilo que pode te inspirar, tudo fica mais prazeroso.

Por isso, inspire-se.